Tipos de câncer: entenda as diferenças
Após um exame de rotina, a notícia preocupante: havia suspeita de câncer. É assim que, de repente, milhares de pessoas são lançadas em uma jornada repleta de dúvidas, angústias e incertezas.
Entender claramente quais são os tipos de câncer e como identificá-los rapidamente pode ser decisivo nesse momento tão delicado.
Para lidar com o câncer da melhor forma possível, é fundamental conhecer suas diferenças e sintomas específicos.
Apenas no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são previstos aproximadamente 704 mil novos casos em 2025, tornando essa doença uma das maiores preocupações de saúde pública do país.
Saber identificar precocemente os diferentes tipos de câncer e os tipos de câncer mais graves aumenta muito as chances de sucesso no tratamento.
Dessa forma, o impacto emocional e físico dessa jornada tende a ser menor, tanto para pacientes quanto para familiares.
Por isso, preparamos um guia completo com orientações valiosas que podem fazer toda a diferença em sua vida ou na vida de alguém que você ama.
Continue a leitura para descobrir detalhes importantes sobre os principais tipos de câncer.
Quais são os tipos de câncer e como identificá-los?
De acordo com a publicação Rede Câncer, do INCA, alguns dos tipos de câncer mais comuns incluem câncer de mama, próstata, pulmão, colorretal e pele, todos apresentando sinais particulares que devem ser observados cuidadosamente.
Os sintomas de câncer que podem indicar a presença da doença incluem:
- surgimento de caroços persistentes
- perda inexplicável de peso
- mudanças no aspecto da pele
- tosse prolongada
- alterações intestinais e urinárias
- sangramentos sem causa aparente
Por isso, reconhecer esses sinais precocemente e procurar avaliação médica especializada é decisivo para proporcionar um diagnóstico rápido e aumentar as possibilidades de sucesso no tratamento.
O que é câncer?
Câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais.
Ou seja, em condições normais, as células crescem e se dividem de maneira organizada.
Porém, quando ocorrem alterações ou danos no DNA dessas células – que podem ser provocados por fatores genéticos ou ambientais –, o processo de divisão celular é prejudicado.
Essa alteração tem como consequência uma multiplicação descontrolada das células e a formação de tumores malignos capazes de invadir outros tecidos e órgãos (metástase).
Nesse sentido, o câncer pode surgir por diversos fatores, como:
- questões genéticas
- hábitos pouco saudáveis (tabagismo, sedentarismo e má alimentação)
- exposição a substâncias químicas ou radiação
- infecções por determinados vírus (como HPV e hepatite B)
Um levantamento do Global Cancer Observatory (Globocan), uma base de dados estatísticos de câncer da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), estima que, até 2050, o mundo deve registrar mais de 35 milhões de casos de câncer.
Para países menos desenvolvidos e em desenvolvimento, incluindo o Brasil, esse aumento deve superar os 100%, ou seja, em 25 anos devemos dobrar o número de casos no país.
Diante desse cenário, o fator determinante para o sucesso do tratamento é, sem dúvida, o diagnóstico precoce.
Quais são os tipos de câncer mais comuns no Brasil?
O Brasil apresenta uma incidência crescente de diferentes tipos de câncer, influenciada por hábitos de vida, fatores ambientais e aumento da expectativa de vida.
Alguns tipos são especialmente prevalentes, exigindo atenção redobrada para reconhecimento precoce e tratamento eficaz.
Conheça a seguir os tipos de câncer mais frequentes no país, seus principais sintomas e como é possível detectá-los precocemente para ter melhores chances de sucesso no tratamento.
Câncer de mama
O câncer de mama afeta cerca de 74 mil mulheres por ano no Brasil, representando 30% dos novos casos diagnosticados anualmente, segundo dados de 2023 do INCA.
Geralmente detectado por mamografia, ele pode manifestar-se por nódulos, mudanças na pele da mama ou alterações no mamilo.
Os sintomas de câncer de mama mais comuns incluem:
- caroços firmes e indolores
- alterações no tamanho ou formato das mamas
- vermelhidão ou aspecto semelhante à casca de laranja na pele
- inversão ou secreção do mamilo
- dor persistente nas mamas ou axilas
Além dos exames médicos, é fundamental que as mulheres façam o autoexame regularmente para perceber alterações precocemente.
Existem diferentes tipos de câncer de mama, sendo os principais:
- carcinoma ductal, que começa nos ductos mamários
- carcinoma lobular, que inicia nos lóbulos responsáveis pela produção do leite
Identificar o tipo específico é essencial para definir a abordagem terapêutica mais eficaz.
Câncer de próstata
O câncer de próstata é o tipo mais comum em homens brasileiros, com aproximadamente 72 mil novos casos anuais previstos até 2025, segundo o INCA.
É importante observar sintomas de câncer de próstata relevantes, como:
- dificuldade para urinar
- jato urinário fraco
- necessidade frequente de urinar à noite
- sensação de não conseguir esvaziar totalmente a bexiga
- presença de sangue na urina ou no sêmen
- dor na região pélvica
- desconforto persistente na parte inferior das costas
Exames preventivos anuais, como o toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico, que é uma proteína produzida pela próstata), são recomendados a partir dos 50 anos ou antes, dependendo do histórico familiar.
Câncer colorretal
O câncer colorretal é o terceiro tipo mais frequente no país, com cerca de 46 mil novos casos estimados por ano até 2025, a partir de estudo epidemiológico do INCA.
Outro estudo recente da Fundação do Câncer, aponta que o número de novos casos deve aumentar 21% entre 2030 e 2040.
A estimativa é que mais de 88% dos casos em 2040 estejam concentrados em pessoas com mais de 50 anos.
Os sintomas de câncer colorretal incluem:
- sangue nas fezes
- alterações frequentes nos hábitos intestinais
- perda inexplicável de peso
- cólicas abdominais recorrentes
- cansaço extremo
A colonoscopia periódica após os 50 anos é essencial para diagnóstico precoce, especialmente diante do aumento recente da mortalidade precoce relacionada a esse tipo de câncer.
O tratamento do câncer colorretal geralmente envolve cirurgia para retirada do tumor, podendo ser acompanhada de radioterapia ou quimioterapia para reduzir o risco de retorno da doença.
No entanto, em casos avançados, tratamentos combinados com terapia-alvo e imunoterapia também têm se mostrado eficazes.
Com eles, é possível ampliar as possibilidades terapêuticas e melhorar significativamente o prognóstico dos pacientes.
Câncer de pele
Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, principalmente por conta da exposição solar excessiva e desprotegida. Existem dois tipos principais de câncer de pele:
- não melanoma, mais comum e menos agressivo
- melanoma, menos frequente, porém mais grave devido à possibilidade de metástase
Os sintomas mais comuns de câncer de pele são:
- surgimento de manchas ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor
- feridas na pele que não cicatrizam facilmente
O tratamento do câncer de pele geralmente inclui procedimentos cirúrgicos para remover completamente a lesão e áreas afetadas ao redor.
Porém, nos casos mais avançados ou específicos de melanoma, podem ser necessários tratamentos adicionais como radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo ou imunoterapia.
Além disso, é essencial a prevenção contínua através do uso diário de protetor solar com fator adequado, evitar exposição prolongada ao sol e consultas dermatológicas regulares para avaliações detalhadas.
Quais são os tipos de câncer maligno?
Quando falamos sobre tipos de câncer mais graves, existem diferentes formas de classificação da doença.
Uma das formas mais importantes refere-se ao tipo de tecido onde o tumor maligno se origina, determinando seu comportamento e a abordagem mais adequada para tratamento.
Nesta seção, você vai entender os principais tipos de câncer maligno, as características que os diferenciam e quais são os sinais que indicam sua possível presença no organismo.
Carcinomas
Os carcinomas são os tipos de câncer maligno mais frequentes, originados nas células epiteliais que revestem órgãos internos, pele e mucosas. Exemplos comuns são o câncer de pele, pulmão, estômago e mama.
Os sintomas do carcinoma de pele normalmente aparecem como feridas persistentes que não cicatrizam, manchas irregulares que mudam de forma ou cor, e podem se espalhar rapidamente se não tratados precocemente.
Por serem os mais comuns, os carcinomas recebem bastante atenção em campanhas preventivas.
Exames como mamografia, endoscopia digestiva e consultas dermatológicas regulares são recomendados para identificar alterações suspeitas e ter mais chances de um tratamento precoce eficaz.
Sarcomas
Já os sarcomas são tumores raros e agressivos que se desenvolvem em tecidos conjuntivos como músculos, ossos, gordura e cartilagens.
Esses tumores frequentemente aparecem como nódulos profundos, indolores e firmes, podendo passar despercebidos nos estágios iniciais, o que torna seu diagnóstico precoce mais desafiador.
Devido à sua raridade, muitas vezes há menor conhecimento popular sobre os sarcomas.
Por isso, ao identificar caroços suspeitos ou persistentes, especialmente nas extremidades do corpo ou áreas musculares profundas, é essencial buscar avaliação médica especializada rapidamente.
Leucemias
As leucemias são cânceres que afetam o sangue e a medula óssea, caracterizando-se pela produção exagerada e descontrolada de células sanguíneas anormais.
Nesse caso, os sintomas mais comuns de leucemia são:
- anemia
- fadiga intensa
- febre persistente
- facilidade para sangramentos
- aumento de infecções (devido ao comprometimento do sistema imunológico)
Existem diferentes tipos de leucemias, sendo algumas de evolução rápida, como a leucemia aguda, e outras mais lentas (crônicas).
O tratamento para leucemia normalmente inclui:
- quimioterapia
- terapia-alvo
- transplante de medula óssea
Linfomas
Linfomas são cânceres que ocorrem no sistema linfático, afetando principalmente os gânglios linfáticos, baço e outros órgãos linfáticos.
Esse tipo de câncer pode ser identificado pelos seguintes sintomas:
- aumento indolor e persistente dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha
- febre
- suor noturno abundante
- perda de peso sem motivo aparente
Os linfomas são tipos de câncer maligno que podem ser classificados como Hodgkin ou não Hodgkin, cada um com abordagens específicas de tratamento.
- Linfoma de Hodgkin: caracteriza-se pela presença das células de Reed-Sternberg. Geralmente tem prognóstico favorável e responde bem ao tratamento convencional com quimioterapia e radioterapia.
- Linfoma não Hodgkin: mais comum, engloba diversos subtipos com diferentes níveis de agressividade. O tratamento pode envolver quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo, dependendo das características do tumor.
Mieloma
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer maligno das células plasmáticas na medula óssea, células importantes na produção de anticorpos.
Entre os sintomas do mieloma podemos citar:
- dor óssea intensa
- anemia
- fraturas espontâneas
- insuficiência renal (devido ao dano ósseo extenso e à liberação de proteínas anormais no sangue)
O tratamento do mieloma envolve terapias combinadas, como quimioterapia, terapia-alvo, imunoterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea.
Tumores malignos
Tumores malignos são tipos de câncer que podem surgir em praticamente qualquer órgão ou tecido do corpo.
Cada tipo possui características específicas e diferentes estratégias de tratamento.
Os exemplos mais comuns são os tumores cerebrais, tumores hepáticos e tumores pancreáticos, todos conhecidos por apresentarem sintomas variados e específicos, dependendo da sua localização e extensão.
Além disso, devido à variedade e complexidade dos tumores malignos, é fundamental realizar avaliações médicas detalhadas e exames diagnósticos específicos.
Por isso, é recomendado que o paciente realize uma investigação mais profunda sempre que houver sintomas persistentes ou alterações inexplicáveis na saúde, proporcionando assim uma abordagem adequada e personalizada para cada caso.
Há sintomas comuns para todos os tipos de câncer?
Embora cada tipo de câncer tenha seus sintomas específicos, existem alguns sinais gerais que frequentemente aparecem em vários tipos da doença.
Entre os sintomas mais comuns de câncer estão:
- fadiga persistente
- perda inexplicável de peso
- febre contínua
- dores que não melhoram com o tempo ou com tratamento convencional
- alterações significativas na pele
- mudanças frequentes nos hábitos intestinais ou urinários
- sangramentos sem causa aparente
Esses sintomas de câncer podem estar relacionados a outros problemas de saúde menos graves, mas é fundamental procurar orientação médica se persistirem.
Dessa forma, o reconhecimento precoce e a investigação médica imediata são decisivos para um diagnóstico preciso e rápido, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento.
Câncer é hereditário?
Nem todos os cânceres têm ligação direta com fatores hereditários, mas alguns tipos específicos podem ter um componente genético que predispõe ao câncer e é transmitido nas gerações seguintes.
No entanto, é essencial compreender que todo câncer surge devido a alterações genéticas nas células.
Geralmente, essas alterações ocorrem em células somáticas (células maduras) ao longo da vida, não sendo transmitidas aos descendentes.
Apenas aquelas presentes nas células germinativas (óvulo e espermatozóide) são hereditárias e têm potencial para predispor ao desenvolvimento de câncer em membros da mesma família.
O câncer de mama e ovário relacionados aos genes BRCA1 e BRCA2, assim como o câncer colorretal hereditário (síndrome de Lynch), são exemplos de cânceres com forte predisposição familiar – ou o que podemos chamar popularmente de câncer hereditário.
Por esse motivo, pessoas com histórico familiar de câncer devem ter um acompanhamento mais frequente e especializado, realizando testes genéticos conforme indicação médica.
No entanto, vale ressaltar que mesmo nesses casos de câncer hereditário, hábitos saudáveis e exames preventivos regulares podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
Como evitar o câncer ou realizar o diagnóstico precoce?
O diagnóstico precoce é crucial para oferecer ao paciente um tratamento eficaz e reduzir complicações relacionadas ao câncer.
Procure estar sempre em dia com:
- Consultas médicas periódicas
- Exames preventivos frequentes (como mamografia, colonoscopia, exame de PSA e papanicolau)
Vale destacar que alguns exames, como a colonoscopia, a colposcopia e a citologia oncótica (exame de Papanicolau), podem detectar lesões pré-malignas que, se identificadas e tratadas precocemente, evitam o surgimento do câncer.
Além dos cuidados médicos, prestar atenção aos sinais corporais também é uma estratégia fundamental para identificar a doença em estágios iniciais.
Quanto mais cedo o câncer for identificado, maiores são as possibilidades de tratamentos menos invasivos e mais bem-sucedidos.
Nesse contexto, instituições especializadas como a Croma Oncologia desempenham um papel importante ao oferecer um cuidado integral e multidisciplinar desde os primeiros sinais da doença.
Assim, com um acompanhamento preventivo e personalizado é possível ter, além de um diagnóstico precoce, um acompanhamento adequado em todas as etapas da jornada oncológica.
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A Croma Oncologia oferece um modelo inovador de cuidado coordenado, focado no paciente e na humanização da experiência durante toda a jornada de enfrentamento do câncer.
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Conheça o jeito de cuidar da Croma Oncologia:
Conclusão
Conhecer os tipos de câncer mais graves, entender seus sintomas e reconhecer os sinais de alerta são passos importantes para a identificação precoce da doença.
Não é à toa que muito se fala em diagnóstico antecipado: além de aumentar significativamente as chances de sucesso nos tratamentos, a prevenção torna a jornada do paciente e de seus familiares um pouco mais tranquila.
Outro aspecto importante da prevenção são os hábitos de vida saudáveis, que desempenham papel essencial na redução dos riscos. Pequenas mudanças na rotina e estilo de vida podem ter um grande impacto na saúde a longo prazo e na qualidade de vida.
A conscientização é a melhor estratégia para lidar com o câncer.
Afinal, é por meio dela que a prevenção e o diagnóstico precoce podem ser ações poderosas capazes de transformar vidas.