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Escrito por:
Dr. Rodrigo Coutinho
Tempo de leitura: 14 minutos
Homem segurando fitinha símbolo Câncer de próstata

Sintomas de câncer de próstata

“Ele começou a levantar várias vezes à noite para urinar. Depois vieram as dores nas costas. Pensava que era da idade… até procurar ajuda.”

Histórias como essa são mais comuns do que se imagina. Muitas vezes, os sintomas de câncer de próstata surgem de forma discreta e vão sendo atribuídos ao envelhecimento ou ao cansaço do dia a dia.

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais frequente entre os homens no Brasil, depois dos tumores de pele não melanoma. Segundo dados de 2022 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de mais de 71 mil novos casos por ano no país.

Ainda assim, o tema permanece cercado por dúvidas, receios e, muitas vezes, silêncio. 

Por isso, entender quais são os sintomas do câncer de próstata, como ele se desenvolve, quais exames podem ajudar no diagnóstico e quando procurar orientação especializada é essencial para promover o cuidado e transformar realidades.

Neste conteúdo, você vai encontrar informações acessíveis e confiáveis sobre:

  • Causas e sinais da doença 
  • Quando os sintomas aparecem 
  • Qual o tamanho da próstata com risco de câncer 
  • Se o câncer de próstata tem cura 
  • Como prevenir e tratar com qualidade de vida

Continue lendo e aprenda mais sobre o tema — para cuidar de si ou de quem ama.

O que é o câncer de próstata?

A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Ela fica logo abaixo da bexiga e envolve a parte inicial da uretra, o canal que leva a urina para fora do corpo. Sua principal função é produzir o líquido que compõe o sêmen.

O câncer de próstata ocorre quando as células dessa glândula passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor que pode crescer lentamente ou, em alguns casos, se espalhar para outras partes do corpo.

A maioria dos tumores se desenvolve de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais.

Por isso, o rastreamento e o acompanhamento médico são fundamentais, especialmente em homens a partir dos 50 anos, ou dos 45 quando há histórico familiar.

Ainda assim, é importante desfazer uma ideia equivocada: nem todo crescimento da próstata significa câncer. Há outras condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna (HPB), que também causam aumento do órgão e alterações urinárias.

É por esse motivo que o diagnóstico correto só pode ser feito com avaliação médica, exames e acompanhamento contínuo.

Quais são os sintomas de câncer de próstata?

Conforme informa o Ministério da Saúde, alguns sintomas podem indicar alterações na próstata e precisam ser investigados. Abaixo, listamos os principais:

Dificuldade para urinar

Esse é um dos primeiros sinais que costumam surgir. A pessoa pode perceber que tem dificuldade para iniciar ou manter o fluxo da urina, mesmo com a bexiga cheia.

Esse sintoma é comum também em outras condições, como o aumento benigno da próstata. Mas, se persistir, deve ser avaliado.

Jato de urina fraco

O fluxo urinário pode se tornar mais lento e fraco. Em alguns casos, pode ser necessário fazer força para urinar.

Esse sinal costuma gerar incômodo no dia a dia e é muitas vezes associado ao envelhecimento — mas não deve ser ignorado.

Necessidade frequente de urinar

A vontade de urinar com mais frequência, especialmente à noite, pode indicar alterações na próstata.

Esse sintoma, chamado de noctúria, é percebido quando o sono começa a ser interrompido por idas repetidas ao banheiro.

Sangue na urina

A presença de sangue na urina (hematuria) é um sinal de alerta. Embora não seja exclusiva do câncer de próstata, deve ser sempre investigada com rapidez.

Pode ocorrer em estágios mais avançados ou como resultado de lesões internas na região.

Sangue no sêmen

Outro sintoma menos comum, mas que merece atenção, é a presença de sangue no sêmen (hematospermia). Assim como na urina, pode indicar alterações na próstata ou em outras estruturas do trato genital.

É importante conversar com um profissional de saúde ao notar esse tipo de alteração.

Dor óssea

Em casos mais avançados, o câncer de próstata pode atingir outros órgãos, como ossos da bacia, coluna e costelas.

Nesses casos, podem surgir:

  • Dor persistente na lombar ou quadris 
  • Desconforto que piora com o movimento 
  • Sensação de fragilidade nos ossos

A dor óssea geralmente indica que a doença já saiu da próstata, o que torna o acompanhamento regular ainda mais importante para identificar alterações antes desse estágio.

Qual o tamanho da próstata com risco de câncer?

A próstata é uma glândula pequena, mas que exerce um papel importante no organismo masculino.

Em condições normais, ela tem o tamanho aproximado de uma noz e pesa cerca de 20 gramas.

Representação visual câncer de próstata

Qual o tamanho da próstata com risco de câncer? – representação visual

Com o passar dos anos, é natural que essa glândula cresça um pouco.

No entanto, quando esse aumento é expressivo, pode estar associado a diferentes condições — nem todas relacionadas ao câncer.

Por isso, é importante diferenciar:

  • Aumento benigno (hiperplasia prostática benigna): comum após os 50 anos, pode causar sintomas urinários, mas não está ligado ao câncer 
  • Crescimento anormal com risco oncológico: quando a próstata aumenta de forma acelerada, assimétrica ou com presença de nódulos suspeitos 

A medicina não estabelece um “tamanho exato” que define risco de câncer. No entanto, próstatas acima de 40g exigem investigação, principalmente se houver sintomas associados ou alteração nos exames de rastreamento, como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico).

Sendo assim, o que define o risco não é apenas o volume da glândula, mas um conjunto de fatores, como:

  • Velocidade de crescimento 
  • Presença de áreas endurecidas ao toque 
  • Níveis elevados ou em ascensão do PSA 
  • Alterações detectadas por exames de imagem 

O acompanhamento médico regular é o que permite interpretar essas informações de forma segura, evitando diagnósticos tardios e promovendo o cuidado preventivo.

Câncer de próstata tem cura?

Receber um diagnóstico de câncer de próstata pode causar muitas dúvidas e inseguranças. É comum que a primeira pergunta seja: e agora, o que acontece comigo?

A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o câncer de próstata pode ser tratado com sucesso.

As possibilidades de controle são ainda maiores quando o tumor está localizado apenas na próstata, sem se espalhar para outras partes do corpo.

No entanto, é importante compreender que cada pessoa é única. A escolha do tratamento depende de vários fatores, como:

  • O estágio em que a doença foi diagnosticada 
  • A idade e as condições de saúde da pessoa 
  • O tipo e o comportamento do tumor 
  • A forma como esse cuidado se encaixa no estilo de vida de quem vai passar por ele 

Em muitos casos, o câncer evolui de forma tão lenta que, por isso, pode ser apenas monitorado, sem a necessidade de intervenção imediata.

Já em outros casos, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou combinações dessas abordagens. Tudo isso, é claro, sempre com acompanhamento cuidadoso e personalizado.

Por isso, mais do que falar sobre tratamento, é essencial pensar em qualidade de vida. Em acompanhar de perto. Em oferecer suporte não só médico, mas também emocional.

Afinal, é isso que torna o cuidado mais humano: estar ao lado, escutando, explicando e caminhando junto, com respeito às escolhas e ao tempo de cada pessoa.

Algumas atitudes podem fazer toda a diferença:

  • Procure estar em dia com os exames de rotina. 
  • Converse com seu médico sobre o histórico familiar. 
  • Preste atenção aos sinais do seu corpo, mesmo que pareçam pequenos. 
  • Diante de qualquer dúvida ou sintoma, não adie a consulta. 

Lembre-se: quanto antes o câncer de próstata for identificado, maiores são as possibilidades de cuidado.

Formas de prevenção do câncer de próstata

A prevenção do câncer de próstata começa muito antes dos sintomas. Ela está relacionada a escolhas do dia a dia, ao conhecimento sobre o próprio corpo e ao acesso a informações de qualidade.

Mais do que evitar a doença, prevenir significa tomar decisões que detectam alterações de forma precoce, investindo em um cuidado que antecipa possíveis intervenções. 

A seguir, reunimos mais algumas formas de prevenção que vão além dos exames tradicionais:

  • Converse com sua família sobre histórico de saúde.
    Homens com pai ou irmãos que já tiveram câncer de próstata devem começar o acompanhamento mais cedo, a partir dos 45 anos. Segundo o INCA, o histórico familiar é um dos principais fatores de risco. 
  • Não espere sentir sintomas para procurar orientação.
    Em muitos casos, o câncer evolui de forma silenciosa. A prevenção passa por consultas regulares mesmo na ausência de sinais. 
  • Adote uma alimentação com menos alimentos ultraprocessados.
    Uma dieta rica em frutas, vegetais, legumes, grãos e fontes de gorduras boas (como azeite e castanhas) pode contribuir para reduzir processos inflamatórios e preservar a saúde da próstata. 
  • Mantenha consultas regulares mesmo após os 60 anos.
    A partir dessa faixa etária, o risco aumenta. A frequência das avaliações deve ser mantida ou até intensificada, conforme a orientação do médico. 
  • Pratique atividades que também cuidem da saúde emocional.
    O bem-estar mental influencia diretamente o corpo. Caminhar, meditar, socializar e cuidar do sono são formas de manter o organismo em equilíbrio. 
  • Evite automedicação, especialmente com hormônios.
    O uso de testosterona sem acompanhamento médico pode interferir no equilíbrio da próstata e mascarar alterações importantes. 
  • Acompanhe a saúde como parte da sua rotina.
    Prevenção não é algo pontual, mas um hábito que se fortalece com o tempo e com o cuidado com a própria história. 

Sendo assim, prevenir o câncer de próstata não se limita a exames. É sobre cultivar atenção, vínculos com profissionais de saúde e escolhas que somam ao longo da vida.

Tratamentos para câncer de próstata

Médico mostrando ao paciente representação da próstata

Tratamentos para câncer de próstata

“Assim que soube do diagnóstico, meu maior medo era o desconhecido. O que viria depois?”

Essa dúvida é comum e compreensível. 

Contudo, é importante entender que, quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata pode ser controlado com diferentes estratégias, e o acompanhamento adequado pode tornar o tratamento mais claro, humano e previsível.

Cada plano terapêutico leva em conta o estágio da doença, o perfil da pessoa, seu histórico de saúde e as características específicas do tumor.

Nem todos os casos exigem intervenção imediata. Em alguns, o acompanhamento ativo é suficiente. Em outros, a combinação de tratamentos pode trazer bons resultados.

Segundo o INCA, os avanços na ciência têm permitido novas abordagens terapêuticas com foco na personalização do cuidado, algo essencial quando falamos em saúde masculina.

A seguir, conheça as principais formas de tratamento para o câncer de próstata:

Acompanhamento ativo

Em tumores de crescimento lento, especialmente em homens mais velhos ou com outras condições de saúde, pode-se optar por acompanhar a evolução da doença sem iniciar o tratamento de imediato.

  • Envolve consultas regulares e exames periódicos 
  • Evita efeitos colaterais desnecessários 
  • Pode ser indicado quando o risco de progressão é baixo 

Cirurgia

A remoção da próstata (prostatectomia) é indicada em casos localizados e com potencial de progressão. Pode ser feita por diferentes técnicas, como:

  • Cirurgia aberta convencional 
  • Cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia ou robótica) 
  • Com ou sem preservação de nervos relacionados à função sexual e urinária 

A escolha da abordagem depende da experiência da equipe e da avaliação clínica individual.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação para destruir células tumorais. Pode ser realizada de forma externa (feixe direcionado) ou interna (braquiterapia).

  • É indicada para tumores localizados ou como complemento à cirurgia 
  • O tratamento é planejado para preservar tecidos saudáveis 
  • Pode causar efeitos temporários, como irritação urinária ou intestinal 

Hormonioterapia

Essa forma de tratamento atua reduzindo os níveis de testosterona, hormônio que pode estimular o crescimento do tumor.

  • Pode ser usada isoladamente ou em combinação com outras terapias 
  • É especialmente útil em tumores avançados ou metastáticos 
  • Os efeitos colaterais incluem alterações hormonais e metabólicas que devem ser monitoradas 

Novas terapias e combinações

Nos casos mais avançados de câncer de próstata, quando a hormonioterapia não é suficiente para conter a doença, a quimioterapia pode ser indicada. Isso costuma acontecer quando o tumor já está espalhado para outros órgãos, como os ossos.

Além da quimioterapia, novas opções de tratamento surgiram, como as terapias hormonais mais modernas. Esses medicamentos ajudam a controlar o crescimento do tumor mesmo quando ele já não responde bem à terapia hormonal tradicional.

Em situações de dor óssea, comuns em casos com metástase, podem ser usados corticosteroides e bisfosfonatos, que ajudam a aliviar o desconforto e melhorar a qualidade de vida.

Essas combinações visam melhorar a qualidade de vida, controlar os sintomas e oferecer mais autonomia ao paciente durante o tratamento.

A importância do cuidado coordenado na jornada oncológica

Quando se fala em tratamento do câncer de próstata, cada etapa conta. Desde os primeiros exames até o acompanhamento após o tratamento, o cuidado precisa ser claro, conectado e respeitoso com as necessidades de cada pessoa.

Na Croma Oncologia, mapeamos toda a linha de cuidado para o câncer de próstata — o que inclui exames de imagem e laboratoriais, consultas com especialistas, decisões terapêuticas e o suporte no pós-tratamento.

Na Croma Oncologia, cada paciente é acompanhado por profissionais especializados que integram as decisões em linhas de cuidado por tipo de tumor

Isso permite:

  • Início mais rápido do tratamento após o diagnóstico 
  • Comunicação constante entre os profissionais envolvidos no cuidado 
  • Acompanhamento contínuo com atenção ao bem-estar físico, emocional e social

A Croma Oncologia

Croma Morumbi

Sobre a Croma Oncologia

Cuidar de alguém que passa por um diagnóstico oncológico é, antes de tudo, escutar. Entender medos, dúvidas, expectativas.

É também saber que o tratamento começa muito antes da primeira consulta, e continua mesmo após a última etapa clínica.

A Croma Oncologia nasceu com esse propósito: oferecer um novo modelo em cuidado oncológico, centrado na pessoa e na sua história. Aqui, o cuidado é construído com respeito, escuta ativa e tempo para cada decisão.

Por meio de linhas de cuidado organizadas por tipo de tumor, a Croma conecta profissionais especializados, clínicas, hospitais e laboratórios em uma jornada contínua e integrada. Isso permite:

  • Diagnóstico ágil, com foco na compreensão do caso e não só nos exames 
  • Tratamentos planejados com base no perfil e nas preferências de cada paciente 
  • Acompanhamento durante todas as fases da experiência oncológica, inclusive no pós-tratamento 

Esse modelo é possível graças a uma rede de parceiros de referência, como a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Atlântica Hospitais e o Grupo Fleury. Juntos, tornamos o acesso ao cuidado mais fluido e com menos etapas dispersas.

Na prática, isso significa que cada pessoa é acompanhada de forma coordenada e integral, desde os primeiros sinais até o momento de retomar a rotina com mais tranquilidade.

Conclusão

Falar sobre câncer de próstata é também abrir espaço para escolhas mais conscientes. Estar atento aos sinais, conversar sobre saúde com naturalidade e buscar acompanhamento médico regular são atitudes que podem transformar o cuidado.

Quando o diagnóstico vem, é natural sentir dúvidas. Mas com o suporte certo, um plano claro e profissionais que realmente escutam, a jornada se torna menos pesada e mais leve e acolhedora.

Na Croma Oncologia, acreditamos que cada caminho deve ser construído com acolhimento, respeito e escuta. Oferecemos um cuidado coordenado e integral, onde o paciente é visto como protagonista da sua história.

Referências

Responsável Técnico: Leandro Veloso Maia Lemos - CRM 172492 / RQE 73527

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