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Escrito por:
Dra. Marina Barcelos de Figueiredo
Tempo de leitura: 5 minutos

Receber o diagnóstico de um linfoma costuma gerar muitas dúvidas. Entre elas, uma das mais comuns é: linfoma tem cura?

Em muitos casos, sim, especialmente em alguns subtipos e quando o diagnóstico é precoce. Além disso, os avanços da oncologia ampliaram as opções terapêuticas. Com isso, as taxas de resposta e de sobrevida melhoraram significativamente nos últimos anos.

Neste artigo, você vai entender o que é o linfoma, conhecer os principais sintomas, descobrir como é feito o diagnóstico e saber quais fatores influenciam as chances de cura e a resposta ao tratamento.

O que é linfoma?

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Esse sistema faz parte das defesas naturais do organismo e ajuda o corpo a combater infecções.

A doença se desenvolve quando linfócitos, que são células de defesa do organismo, sofrem alterações genéticas. Essas alterações fazem com que as células deixem de responder aos mecanismos naturais de controle, passando a se multiplicar e se acumular de forma desordenada. 

Além disso, as células alteradas podem se acumular nos linfonodos, conhecidos popularmente como gânglios ou ínguas. Em alguns casos, elas também podem atingir órgãos como o baço, a medula óssea, o fígado e outras regiões do corpo.

Quais são os tipos de linfoma?

Existem mais de 70 subtipos da doença. No entanto, eles são divididos em dois grandes grupos.

Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é menos frequente. Ainda assim, pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais comum entre adultos jovens.

Além disso, é considerado um dos cânceres com melhores taxas de resposta ao tratamento, principalmente quando identificado precocemente.

Linfoma não Hodgkin

O linfoma não Hodgkin reúne diversos subtipos. Por isso, o comportamento da doença pode variar bastante de um paciente para outro.

Alguns subtipos crescem lentamente e são chamados de linfomas indolentes. Outros evoluem de forma mais rápida e são conhecidos como linfomas agressivos. Nesses casos, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

Portanto, identificar corretamente o subtipo é uma etapa fundamental para definir a estratégia terapêutica mais adequada.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam conforme o tipo da doença e a região do organismo afetada. Além disso, em alguns casos, eles podem ser discretos no início. Isso dificulta o reconhecimento precoce.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Aumento de gânglios (ínguas) no pescoço, nas axilas ou na virilha, geralmente sem dor;
  • Febre persistente sem causa aparente;
  • Suores noturnos intensos;
  • Perda de peso involuntária;
  • Cansaço excessivo;
  • Coceira pelo corpo sem explicação;
  • Falta de ar ou tosse persistente, quando há comprometimento da região do tórax.

No entanto, esses sintomas não significam, necessariamente, a presença de um linfoma. Ainda assim, quando persistem por algumas semanas ou aparecem de forma combinada, é importante procurar avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com a avaliação clínica e o exame físico.

Caso exista suspeita da doença, o médico poderá solicitar exames de imagem, exames laboratoriais e, principalmente, a biópsia do linfonodo ou do tecido acometido. Esse é o exame responsável por confirmar o diagnóstico.

Depois da confirmação, outros exames ajudam a identificar o subtipo da doença e verificar o grau de acometimento no corpo. Esse processo é chamado de estadiamento e é essencial para definir o tratamento mais adequado.

Os exames que podem ser solicitados são:

  • Tomografia computadorizada;
  • PET-CT;
  • Exames de sangue;
  • Biópsia de medula óssea, quando indicada.

Quais são as chances de cura?

As chances de cura dependem de diversos fatores. Entre eles, estão:

  • Tipo de linfoma;
  • Estágio da doença/diagnóstico precoce;
  • Idade e condições clínicas do paciente;
  • Resposta ao tratamento.

De forma geral, o linfoma de Hodgkin apresenta excelentes resultados terapêuticos.

Além disso, a taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de aproximadamente 89%. Isso significa que quase 9 em cada 10 pessoas diagnosticadas com essa doença estão vivas cinco anos após o diagnóstico.

Por outro lado, nos casos de linfoma não Hodgkin, as taxas variam conforme o subtipo. Alguns tipos agressivos, como o linfoma difuso de grandes células B, apresentam boas chances de cura quando tratados de forma adequada. Já os linfomas indolentes costumam evoluir mais lentamente. Nesses casos, a doença pode permanecer controlada por muitos anos com acompanhamento e tratamento apropriados.

Considerando todos os subtipos de linfoma não Hodgkin, a taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de cerca de 74%.

No entanto, é importante lembrar que essas taxas representam estimativas baseadas em grupos de pacientes. Portanto, elas não permitem prever exatamente como será a evolução da doença em cada pessoa.

O prognóstico é individual. Além disso, ele depende de fatores como o subtipo da doença, o estágio, as características clínicas do paciente e a resposta ao tratamento. Por isso, a equipe médica é a mais indicada para esclarecer as expectativas em cada caso.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado. Ou seja, ele depende das características da doença e das condições clínicas de cada paciente.

As principais opções incluem:

  • Quimioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Terapias-alvo;
  • Radioterapia, em situações específicas;
  • Transplante de medula óssea e terapia celular, quando indicado.

Além disso, nos últimos anos, novas terapias ampliaram significativamente as possibilidades de tratamento. Com isso, muitos pacientes passaram a ter melhores respostas terapêuticas, inclusive em situações de recidiva ou resistência aos tratamentos convencionais.

Informação e diagnóstico precoce fazem diferença

O linfoma reúne diferentes subtipos e, por isso, cada caso precisa ser avaliado de forma individual. Felizmente, os avanços da oncologia têm proporcionado taxas cada vez melhores de resposta ao tratamento e aumentado as chances de cura para muitos pacientes.

Portanto, reconhecer os sinais de alerta e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes pode fazer toda a diferença. Quanto mais cedo o paciente recebe o diagnóstico, mais cedo pode iniciar o tratamento adequado.

Na Croma Oncologia, acreditamos que informação de qualidade também faz parte do cuidado. Por isso, oferecemos uma jornada oncológica coordenada, com equipe especializada e acompanhamento individualizado em todas as etapas do tratamento.

Responsável Técnico: Leandro Veloso Maia Lemos - CRM 172492 / RQE 73527

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